segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Revolução na Educação

Educação, educação, educação... tanto se fala, mas quase nada é visto (pra não dizer nada e ficar parecendo um discurso político). No dicionário: 'É o princípio comunicativo, utilizado pelas sociedades, para desenvolver no indivíduo a consciência de suas potencialidades, a partir da interpretação dos sinais gráficos até a construção dos conhecimentos que favoreçam o desenvolvimento de um raciocínio comportamental e disciplinar, na sua individualidade, diante do grupo social e no meio ambiente em que vive'. Mas se pararmos pra perceber de verdade, a gente pode tanto fazer todo esse vão de novas idéias e participações ser visto. A gente que se gaba tanto de ser e de fazer e acontecer, pode fazer tanta coisa... pode participar do mundo de verdade.
E por falar em política, Cristovão Buarque (economista, professor, hoje senador), tem como proposta para um estado melhor, uma Revolução na Educação. Um revolução onde a cultura e a educação devem andar juntas, lado a lado, parceiras. Ai, eu, que acredito e dou fé, li um texto e quero compartilhar:
“Cerca de R$ 7 bilhões por ano, além dos gastos atuais, é o que é preciso para o Brasil iniciar sua revolução na educação. Com menos do que esse valor, não haverá o salto, apenas um avanço, como aqueles que vieram no passado – merenda, transporte, livros didáticos, Fundef, e agora Fundeb e PDE. Mais do que esse valor, o sistema não é capaz de absorver imediatamente. Nossa inanição não permitirá gastos maiores. Seriam desperdiçados. Não seremos capazes de absorver, de repente, equipamentos para toda a rede; nem de formar todos os professores. O máximo que podemos absorver é algo em torno de R$ 7 bilhões anuais, além do que é gasto atualmente, até chegar a R$ 20 bilhões anuais dentro de quatro anos. Como comparação, R$ 7 bilhões equivalem a apenas 0,3% da renda nacional, 1% da renda do setor público, pouco menos de um quarto do lucro de uma única estatal em 2006 – a Petrobrás.
Todos perguntam de onde virá o dinheiro para aumentar o gasto atual de cerca R$ 1.100 anuais por aluno na educação de base, dos quais apenas cerca de R$ 150 anuais saem do Governo Federal. Mas ninguém pergunta de onde vem o dinheiro que financia a educação de 7.346.230 alunos em escolas privadas, graças em parte à dedução no Imposto de Renda de até R$ 2.480,66 para cada um. Ninguém pergunta de onde saem os R$ 4.400 mensais (R$ 52.800 anuais) gastos com cada jovem infrator preso. Ninguém pergunta de onde vem o dinheiro para projetos de infra-estrutura, ou para compensar a redução de impostos, ou para investir no Ensino Superior ou Técnico, mas todos querem saber quanto custa e de onde vem o dinheiro para construir uma única escola. Ninguém tampouco se pergunta quanto custa não fazer a escola, o custo da omissão. Não fazer uma revolução na educação já está custando a alma do Brasil, perdida eticamente por causa do muro da desigualdade, e perdida econômica e cientificamente por causa do muro do atraso.
Se compararmos o Brasil e a Coréia do Sul, esse custo de não fazer aparece de forma drástica. No começo dos anos 1960, a Coréia do Sul tinha renda anual per capita da ordem de US$ 900. O Brasil tinha o dobro, então US$ 1.800. A Coréia fez sua revolução educacional a partir da educação de base, tomou outras medidas, e tem hoje uma renda per capita que é o dobro da nossa. Tudo repetido aqui, se tivéssemos feito o mesmo, nosso PIB seria agora de ao redor de R$ 6 trilhões, em vez de R$ 2 trilhões. Adiar essa revolução terá um custo destruidor do nosso futuro, não apenas pela perda financeira, mas por todo atraso, desigualdade, degradação, dependência.
As propostas apresentadas seriam não apenas um Plano de Desenvolvimento da Educação, mas uma Revolução da Educação. A tragédia educacional atual ainda é uma herança que recebemos, mas no final de nossos mandatos será uma herança que teremos deixado. O presidente Mandela ficou na história do seu país porque foi o primeiro presidente de um novo ciclo, fazendo uma revolução para que brancos e negros pudessem caminhar nas mesmas calçadas nas cidades da África do Sul. Nós temos um único caminho a seguir, se quisermos ser os líderes de um novo ciclo no Brasil: fazer com que em nosso país as crianças pobres e ricas estudem em escolas com a mesma qualidade. Se fizermos isso, o mais acontecerá. Porque se um pai de família pode dizer que educando seu filho, o mais ele fará, um estadista pode dizer que educando seu povo, o mais ele fará.
A única revolução possível e lógica no mundo de hoje é por meio da educação. Em vez de estatizar capital, financeiro ou físico, disseminar o capital conhecimento; usar lápis em vez de fuzis, professores, em vez de guerrilheiros; e no lugar de trincheiras e barricadas, escolas.
Uma revolução só se faz com uma forte vontade política, e esta só se faz com uma concepção ideológica por trás. A revolução educacional vai exigir o educacionismo: a visão de que o progresso econômico depende do capital-conhecimento e de que a utopia social decorre da igualdade de oportunidade. A educação como vetor da transformação, e não apenas como serviço social adicional. Depois do fracasso das ideologias prisioneiras da economia – capitalismo, desenvolvimentismo, socialismo –, o mundo exige uma nova concepção, sintonizada com as tendências atuais. A realidade mostra que o capital do futuro está no conhecimento; e que a desigualdade social se origina da desigualdade no acesso à educação. Só um país com igualdade na qualidade da educação, entre classes e regiões, com todos concluindo o Ensino Médio com a máxima qualidade, vai permitir o salto em direção ao avanço civilizatório.
Por isso, uma condição necessária para a revolução pela educação é o surgimento e o crescimento de um movimento educacionista no Brasil. Nos moldes do movimento abolicionista do século XIX. Um “partido-causa” com defensores em todos os “partidos-sigla” na defesa da revolução pela educação. O educacionista é, no século XXI, aquilo que foram os abolicionistas no século XIX. A primeira ação de um educacionista é convencer o povo brasileiro da importância e necessidade do educacionismo: conscientizar os pobres de que têm direito a uma escola igual à dos ricos, e convencer os ricos de que não haverá boa educação nem futuro nacional enquanto ela ficar restrita aos seus filhos.
Apesar do direito à dúvida, por causa da maneira pela qual a educação de base vem sendo relegada ao longo dos anos, não temos direito de perder a esperança. Este é um documento para quem sofre com a perda de terreno do Brasil em relação ao resto do mundo, por causa do muro do atraso, e sofre com a divisão do País internamente, por causa do muro da desigualdade; para quem sabe que o único caminho para derrubar os dois muros é uma revolução na educação, e sente que isso é possível, que o Brasil sabe como fazer, e tem os recursos necessários, mas estamos adiando há décadas, desde o início de nossa República, passando por todos os 40 presidentes que antecederam o Presidente Lula.”

Se hoje o Governo Brasileiro começasse a implantar uma Revolução na Educação, colheríamos frutos positivos em 20 anos. Ai sim, e só assim, seria capaz viver num país menos violento, com menores níveis de criminalidade, onde a corrupção seria menos comentada nas manchetes de jornais. E porque não dizer, onde a vergonha na cara fosse uma coisinha que encomodasse, pelo menos fazendo uma cosquinha.
Cada um pode fazer um pouquinho. Cada um, dentro de cada fatia sua dentro da comunidade que vive, pode auxiliar essa que é a mais importante coisa da vida. Como já diziam os antigos: 'é a única coisa que niguém lhe toma'. Chame um amigo, um visinho, um conhecido, os filhos deles, e convide para ir a um show que vale a pena de verdade pra alma, pega na mão deles e leve pra ver um teatrinho de bairro, um sarau, mostras de arte na praça... empresta um livro pra ele. Fazer parte, sabe? Fácil não é não. Mas é preciso e importante fazer parte do futuro.

domingo, 24 de outubro de 2010

BASTA!

Fazer faculdade de novo, proporciona umas coisas bem mais legais. Não estou falando simplesmente da sucção de aprendizado. Estou falando de interações que nos sensibiliza. Quarta última, durante uma apresentação sobre violência para a disciplina 'Questões Sociais e Realidade Local e Regional', o grupo entregou aos alunos um texto com o título "BASTA". O texto de Betto Barquinn, ator e escritor, fala tudo aquilo que está preso em nossas gargantas. É um arroto onde acredito eu, tudo e todos de nós tem identificação. Fica mais legal se for lendo junto à música. Ótima leitura!
"Eles escravizaram índios e negros. E não falei nada... Eu não tinha nascido. Aí eles tomaram suas terras, exterminaram culturas e civilizações, provocaram o genocídio e o etnocídio dizimador dos grupos indígenas, condenaram os negros ao preconceito de cor, à segregação racial, ao apartheid sócio-econômico da favela-quilombo-senzala. Disseram-me que no Brasil não existe racismo. Percebi que uma pessoa preconceituosa não tem idéia do horror e da humilhação, que é ser descriminado pela cor da pele. E não falei nada... Eu não era negro. Eles quiseram calar os intelectuais com a Ditadura. E não falei nada... Eu não era Pensador. Eles transformaram o país numa piada internacional. E não falei nada... Eu não achei engraçado. Eles tratavam suas empregadas domésticas como se elas fossem lixo. E não falei nada... Eu não era domesticado. Eles fingiram não ver os morros crescendo sem a menor estrutura humanitária. E nem o ódio nascendo no barraco ao lado. Fizeram a mídia do cartão-postal para gringos. E esqueceram de cuidar de seus habitantes, proporcionando-lhes saúde, habitação, saneamento básico, educação, auto-estima, cultura, esporte, trabalho, dignidade, segurança, comida... Achavam lindo ver garotos subnutridos fazendo malabarismo no sinal fechado. Dotados de fisiologismo de tribuna, aplaudiam. Afinal, nunca se sabe qual deles vai parar na geladeira do IML, engrossando as estatísticas e superlotando o freezer dos indigentes. Em troca de votos, praticavam a caridade que dá miséria - aos miseráveis. Quando a desordem social virou guerra civil, eles se trancaram em seus castelos blindados, e mandaram os filhos para a segurança de um paraíso fiscal. E eu que achava que não tinha nada haver com isso, não falei nada. Agora, a violência espedaçou-me profundamente, levando numa bala perdida, a liberdade de poder caminhar com minhas próprias pernas. BASTA! Não vou mais ficar calado! No segundo que alguém é vítima da violência – a humanidade primeiro fica órfã. Não adianta chorar pelo sangue derramado. Temos que agir. Uma pessoa armada é uma arma! Desarme-se! A vollência é um fenômeno passageiro. A paz é eterna! Eu não sou objeto. Sou sujeito! Moro no Rio de Janeiro, sou carioca, cidadão brasileiro, e vou viver pela PAZ.
BASTA! Minha faixa diz: BASTA! Meu coração diz: BASTA! Minha paz diz: BASTA! Não vou me "despacificar". O meu amor por ti me basta! A tua alma em mim se encaixa. BASTA! de violência. Basta! de incoerência. Basta! de preconceito. Basta! de tortura. Basta! de impunidade. BASTA acreditar para o milagre acontecer. BASTA se amar para ter a paz em você. BASTA olhar o outro para a si mesmo enxergar. E se isso tudo não lhe basta, antes mesmo de querer mudar o mundo, mude o seu interior! Mergulhar em si mesmo já basta, para descobrir que o melhor lugar do mundo está dentro de você. Então o teu amor por mim me basta, a minha alma em ti se encaixa. BASTA!
Eu sou DA PAZ, eu sou DO BEM, sou tudo aquilo que o amor contêm. Você é DA PAZ, você é DO BEM, você é DO AMOR, e de mim também. BASTA! de liberdade vigiada, de cidade sitiada, de palavrão moral e cívico. BASTA! de miséria nas calçadas, de desordem e regresso, de multidão desempregada, enterrando-se no progresso. BASTA! de censura sublinhada, de egoísmo indigitado, de atropelo e engano, de humano desumano; assassinando o ser humano. BASTA! de tolerância maquiada, de inclusão desocializada, de política antropofágica. BASTA! de pessoas gananciosas, vingativas, bélicas, frias e calculistas. BASTA! de Brasil sem brasileiros, de analfabetos sem história, de crianças saciando a fome cheirando cola. BASTA! de adultos sustentando o crime, armados com drogas, e de balas perdidas encontrando seus alvos, na porta das escolas. BASTA! Se você concorda comigo: R.S.V.P! Se você quer paz: R.S.V.P! Se você quer um país aonde possa ser feliz: R.S.V.P.! Se você está cansado de ser desrespeitado:
Répondre s'il vous plait!
BASTA não esquecer a dor de Luciana Gonçalves de Novaes, baleada na cantina da Universidade Estácio de Sá no Rio Comprido. Basta não esquecer a dor de Gabriela Prado Maio Ribeiro no Rio de Janeiro. Basta não esquecer a dor de Alana Ezequiel em Vila Isabel. Basta não esquecer a dor de Vanessa Calixto dos Santos na Cidade de Deus. Basta não esquecer a dor de Vladimir Novaes de Araújo em Bonsucesso. Basta não esquecer a dor da doméstica Sirley Dias, covardemente espancada e roubada por jovens de classe media alta na Barra da Tijuca. Ou, a dor do índio Galdino incendeado em Brasília. Ou, a dor do turista italiano, Giorgio Morasse, atropelado e morto por um ônibus, após reagir a um assalto no calçadão de Ipanema. Ou, a dor da professora Vitória Marques, morta com um tiro na cabeça e outro na barriga, após tentativa de assalto em Botafogo. Ou, a dor do menino Hugo Ronca Cavalcante de 12 anos, atingido por uma bala perdida na cabeça dentro do Clube Federal no Alto Leblon, morto após sete dias em estado de coma. Ou, a dor do flamenguista Germano Soares de Souza, 43 anos, agredido numa briga de torcedores no centro do Rio. Ou, a dor dos travestis Maycon Teixeira Karam Mendes, de 20 anos, e Alex Eduardo Silva, 38 anos, assassinados em Jacarépagua, zona oeste do Rio. Ou, a dor da menina Ágata Marques dos Santos, 11 anos, morta após ser atingida por uma bala, durante operação policial na Rocinha. Ou, a dor de Lucas Maiorano, 17 anos, morto por overdose de ecstasy numa rave em Itaboraí. Ou, a dor de Isabella Nardoni, 5 anos, assassinada em São Paulo num crime hediondo, torpe, cruel e sem chance de defesa, que enlutou à família brasileira. Ou, a dor dos milhares de homossexuais assassinados, simplesmente, por serem homossexuais. Ou, a dor das mulheres que apanham de seus maridos. Ou, a dor dos filhos que apanham de seus pais. Ou, a dor dos pais que apanham de seus filhos. Ou, a dor da vítima mais recente de hoje, cujo crime o Jornal Nacional acaba de anunciar, e que infelismente, não foi o último. Ou, ainda, a dor de todos os outros... pobres, ricos, negros, brancos, fiéis e ateus, que perdem todos os dias pelas raias do progetil, os afetos seus, na bala perdida do fuzil.
BASTA conjugar o verbo amar em todas as pessoas e em todos os tempos verbais. BASTA não ser invejoso. BASTA não ser mau agradecido. BASTA dizer: Por favor. Basta dizer: obrigado. BASTA fazer de si e do outro um ser humano melhor. BASTA saber que se você trata bem alguém, esse alguém te dá o melhor que ele tem. BASTA promover à inclusão digital. BASTA entender que a democracia é tão essencial quanto o ar que se respira. BASTA ser otimista. BASTA não ser avarento. Porque tem gente que é tão pobre, mas tão pobre, que só tem dinheiro. Basta de aquecimento global. Basta respeitar o protocolo de Quioto. BASTA acabar com a fome e a miséria. BASTA proporcionar educação de qualidade para todos. BASTA reduzir a mortalidade infantil. BASTA dialogar. BASTA que o horário eleitoral gratuito seja pago. BASTA apoiar a Lei Rouanet. Basta não ser um número de série. Um ordinário. Um sem referencial. Um sem alma. Um robô ôco de carne e osso. Um objeto-abjeto. BASTA ao ministério da cultura entender, que não só de cesta básica que se vive o homem. Mas de circo, teatro, MPB, literatura, artes plásticas, balé, cinema, ópera e acarajé!
BASTA! Por você, por mim, pela natureza, pela vida, por eles, por nós... Eu digo BASTA! Eu digo BASTA! BASTA!"

sábado, 25 de setembro de 2010

Dia do Campo Limpo: preservação do meio ambiente rural

 Em todo o país, profissionais ligados ao meio ambiente juntaram suas idéias e informações para levar conhecimento ao homem do campo. No dia 18 de agosto, Dia Nacional do Campo Limpo, foram discutidas e apresentadas as alternativas de combate no descarte das embalagens de defensivos agrícolas.
Em comemoração ao dia, a Syngenta representada pela engenheira agrônoma Jacqqueline Teixeira com o apoio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Tapira, do Degraf (Instituto Academia de Desenvolvimento Social) e da Agrocerrado, esteve na Comunidade Alto da Serra em Tapira, para ministrar palestra sobre o uso correto e seguro de defensivos agrícolas e descarte de utensílios.
Moradores de propriedades rurais daquela região foram convidados através do líder da comunidade, a participarem da palestra que informava a necessidade do descarte das embalagens vazias, de acordo com a legislação. O não cumprimento penaliza o produtor à pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, de acordo com a Lei nº 7.802/1989, alteração nº 9.974/2000 e decreto nº 4.074/2002.
De acordo com a lei, as embalagens devem passar pela tríplice lavagem com água, e devolvidas nos locais licenciados e indicados na nota fiscal, em até 1 ano da data de compra. Os comprovantes de devolução devem ser guardados afim de serem apresentados à fiscalização.
Durante a palestra ainda foi frisado a necessidade do uso das EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), onde apenas 7% dos produtores brasileiros utilizam dessa ferramenta para se auto-protegerem durante a aplicação de agrotóxicos. Ou seja, 93% desses homens e mulheres estão se intoxicando diariamente podendo desenvolver doenças como o câncer.

Para a palestrante Jacqueline Teixeira, ainda há muitos produtores que utilizam dessas embalagens nocivas à saúde para o armazenamento de alimentos. “Se cada um fizer a sua parte, desenvolvendo a sustentabilidade, o meio ambiente e as crianças terão muito mais segurança e vida saudável no futuro.”
No final da apresentação abriu-se momento para debate. O líder comunitário Sr. Hélio Renê Borges, disse que a ação foi muito importante para que a comunidade em geral pudesse ter acesso à informações onde muitas vezes não têm oportunidade de participarem devido ao dia a dia na lida da roça, acreditando ainda que outras palestras devem ser feitas.
Para o produtor rural Sr. Natal Ribeiro Carvalho, valeu muito a pena, pois acredita que muitas vezes desenvolvem esses procedimentos de forma errada devido a falta de orientação, agradecendo entusiasmado a engenheira agrônoma.
O evento terminou com moradores e produtores em confraternização, muita prosa, queijo mineiro, pipoca e café, além da famosa cachaça para degustação na noite fria da Comunidade Alto da Serra.

O Dia Nacional do Campo Limpo é uma iniciativa do Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) e de associados – fabricantes e comerciantes de defensivos agrícolas e entidades representativas do setor. Nesse dia 18 de agosto foi comemorado a sexta edição do evento.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Luzes no fim do túnel

Em ano eleitoral, muito se fala em projetos executados durante os mandatos. Mas, devemos comentar e dimensionar aqueles que verdadeiramente farão e fazem a diferença, como os cursos de capactação que a Câmara Municipal de Tapira, há 400 km de Belo Horizonte, oferecem à comunidade juntamente com a Prefeitura. A parceria serviu para aprimorar os conhecimentos dos alunos participantes que estiveram motivados e seguindo as aulas em peso, auxiliando assim no aumento de rendas.
Tapira tem pouco mais de 3.700 habitantes, grande parte moradores na zona rural, sobrando alguns poucos mais de 1.500 morando na zona urbana. Desses, em torno de 80 pessoas participaram dos cursos de capacitação.
Para alguns desses alunos, os cursos já estão dando frutos, como é o caso de dona Sebastiana Reis Araújo Ferreira de 46 anos. Ela fez cursos de ovos de Páscoa, de bombons e de salgadinhos. Muito animada ela diz: “Achei uma maravilha! Todas as minhas amigas pedem para eu fazer bombons e salgadinhos em suas festas de aniversário. Só não faço mais por falta de tempo!”
Com o dinheiro que ganha na venda de salgadinhos ajuda nos gastos da casa comprando alimentos e remédios para o pai que ela cuida. Além é claro, fazer quitutes para mimar os netos!
Tendo como meta sempre melhorar, seu desejo é fazer cada vez mais cursos como esses. Aguarda ansiosa pelos cursos de panetone e sabonete. “Nunca imaginei fazer ovos de Páscoa. Um ovo na loja custa R$ 20,00 e com R$ 10,00 faço um baita ovo!” comenta satisfeita.
A micro-empresária Maria Geralda Sousa Silva também de 46 anos e proprietária de padaria, fez os cursos de bombons, salgados e de qualidade de atendimento. Com os cursos, aprimora cada vez mais tanto suas receitas quanto com a qualidade que atualmente atende seus fregueses.
Para ela o saber não ocupa lugar e para quem quiser aprender há mercado de trabalho. Todo o aprendizado do curso passa para seus funcionários onde percebe serem também melhores profissionais, além de terem maior competência para atender os clientes da padaria.
Maria considera que a junção do que sabia com o que aprendeu nos cursos oferecidos, ter chegado ao ponto certo. Hoje ela diz: “Tudo que faz, sai! Tudo que eu faço vende graças a Deus. Só tenho a agradecer! Estou muito feliz!”. E termina dizendo como dona Sebastiana: “não faço mais porque o tempo é pouco!”
Atitudes como essas, fazem bem não somente aos moradores de cidades como Tapira, mas, principalmente à democracia que ganha benefícios e glórias que muitas vezes não condizem com a realidade da política brasileira.
Foi muito bonito presenciar e colher depoimentos de pessoas que mostraram satisfação e alegria em falar de suas novas conquistas e das expectativas de um futuro melhor. Bonito também é pensar que nem tão ruim estão as coisas por ai. Por mais que esses exemplos são de poderes municipais, e estamos nos preparando para mudar os representantes estaduais e federais através do voto, servem-nos de esperança para que em 3 de outubro, na urna digitemos números de pessoas que tenham capacidade para nos reperesentar. Pessoas essas que em seus currículos, carreguem bagagens de homens e mulheres dignos de respeito e confiança.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eita!

A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. Sempre e novamente me surpreendo... Quando se pensa que nada tem graça, vem um redemoinho de novas novidades (se é que pode-se utilizar esse termo) e tudo começa de novo do começo. Amo muito tudo isso.
O de longe e do passado fazem de repente novamente parte de sua vida. Parece que o anjo protetor vai lá e os avisa que estão sendo necessitados! E como é bem-vinda toda essa nova velha vida!
Talvez algum poeta já tenha dito, e se não disse eu digo com propriedade: o bom é ser feliz e mais nada! Esperança de dias melhores sempre nos veem a mente, mas coragem para ir adiante nem sempre nos acompanha. Quando digo isso, digo com o pé da letra de ter na cabeça uma vontade de mudar os pensamentos e um coração aberto às novas aventuras.
Incrível é poder dizer que foi e que não, de maneira nenhuma, passou-se por cima da essência do coração. Da autêntica capacidade de ser incrivelmente bom, sensato e verdadeiro. Sem machucar absolutamente nada, muito menos alguém.
arquivo pessoal
Quando crescer quero poder entender que tudo que vejo, ouço, sinto e percebo nada mais é que uma brincadeira de roda, tão infantil quanto a bobagem de ter expectativas. E sabe o que acabei de compreender desejando? Que quando eu crescer quero ser sabe o que? Exatamente como sou agora! Com o sorriso no coração e uma estrada de coragem para seguir...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sem Sonhos

Folheando uma revista aqui de bobeira, dei de cara com essa foto. Dei de cara mesmo, do ponto de vista de que fiquei impressionada com ela. Passsando o olho pelo texto, descobri que essa foto, titulada como "Sem Sonhos" e do fotógrafo brasileiro Ivaldo Cavalcante, participou da 13ª edição do premio internacional "A photo for peace - a photo for tolerance" e classificada em 5º lugar. 
A premiação, realizada pelo Centro di Ricerca e Archiviazone della Fotografia (CRAF) na Itália, tem apoio do Centro de Informações das Nações Unidas para a Europa Ocidental, ainda premiou mais duas fotos do autor: "Anjos do picadeiro" e "Menor Preso", que ficaram entre as 50 melhores.


Ao lado a foto ganhadora do 13º Uma Foto pela Paz - Uma foto pela Tolerância. Esse ano, a OSCE lançou um concurso de fotografia para destacar a tolerância e a não discriminação - prioridades da presidência da OSCE do Cazaquistão em 2010, onde os vencedores receberão um round-trip para Astana em junho. As inscrições encerraram 10 de maio.

terça-feira, 16 de março de 2010

O Ipê Amarelo

Vou contar aqui o caso do Ipê Amarelo de Rondônia. É o caso do Ipê que foi cortado para servir como poste de luz, mas que renasceu. Tem um autor desconhecido que conta essa história melhor, que se chama "Da energia se fez a vida":

“Na guerra pelo progresso, o homem não mede esforços e as conseqüências dos seus atos. O importante é avançar. Numa batalha desigual, destrói insanamente os recursos naturais, essenciais à sobrevivência. A resposta da natureza pode até demorar, mas não falha. Às vezes, é imediata, intrigante ou mesmo desafiadora. Só precisamos interpretá-la.
Num ato silencioso e inusitado, ela respondeu aos afiados machados e às violentas motosserras, maiores formas do desrespeito destruidor. Insistiu e exigiu seu espaço para expor a beleza de suas flores e a generosa sombra de sua copada, numa grande demonstração de energia e desejo de viver.
Derrubado e transformado em poste para suporte dos fios da rede elétrica, o Ipê amarelo não se entregou. Com uma reação estupenda, recuperou sua pompa e reinado de árvore símbolo nacional. Rebelou-se à condenação injusta, criou suas raízes no solo e voltou a reinar absoluto, esbanjando alegria e beleza com sua identidade marcante. Reconsiderando o seu ato, o homem decidiu transferir a rede elétrica a um poste de concreto instalado ao lado. Agora o Ipê reina livre dos fios.
Este Ipê que pode ser honrado com “I” maiúsculo, é uma atração pública em Porto Velho, capital de Rondônia, distante 3.500 quilômetros de Porto Alegre.
Doce privilégio dos moradores do bairro, a exemplo do fotógrafo amador Leandro Barcellos, gaúcho de Passo Fundo que reside em Porto Velho nos cede a imagem para saboreio dos eletricitários gaúchos.
Com forte herança dos povos latinos, durante algumas décadas, Rondônia exerceu forte poder de atração sobre sulistas e nordestinos para exploração mineral, extrativismo e agricultura, desenvolvendo uma nova cultura miscigenada.“