quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os 10 princípios de uma sociedade livre

Recebi um e-mail de um grupo de estudos da universidade que me chamou bastante atenção. Num mundo onde se fala cada vez mais em mudanças de regime, se seria bom socialismo, se é bom capitalismo, verifiquei que sensatez é muito importante antes de ter algum tipo de princípio.Totalmente imparcial às eleições americanas (quanto mais a elas), Ron Paul (candidato em 2012 além de 1988 e 2008), faz uma lista de dez princípios de uma sociedade livre - num mundo tão perdido de soluções e questões adequadas.
1. Direitos pertencem a indivíduos, e não a grupos. Eles advêm de nossa natureza e não podem ser nem concedidos nem retirados pelo governo.
2. Todas as associações entre indivíduos, bem como todas as transações econômicas que sejam voluntárias e pacíficas, devem ser totalmente permitidas. O consentimento é a base de toda ordem social e econômica.
3. Toda propriedade adquirida de forma honesta e justa deve se tornar propriedade privada do indivíduo ou do grupo de indivíduos que a adquiriu. Essa propriedade não pode ser arbitrariamente anulada pelos governos.
4. O governo não pode confiscar a riqueza privada de determinados indivíduos para redistribuí-la. Tampouco pode conceder privilégios especiais a qualquer indivíduo ou grupo de indivíduos.
5. Indivíduos são inteiramente responsáveis por suas próprias ações. O governo não pode e nem deve nos proteger de nós mesmos.
6. O governo não pode reivindicar o monopólio sobre o dinheiro que as pessoas utilizam. Mais ainda: o governo não deve jamais incorrer em práticas oficiais de falsificação (isto é, criação artificial) de dinheiro, alegando estar agindo em nome da "estabilidade macroeconômica".
7. Guerras de agressão, mesmo quando chamadas de 'preventivas', e mesmo quando se referem apenas a relações comerciais, são estritamente proibidas.
8. A 'nulificação pelo júri' — isto é, o direito de os membros de um júri julgar a lei e os fatos diferentemente do juiz — é um direito do povo e deve ser a norma dos tribunais.
9. Todas as formas de servidão involuntária são proibidas, não apenas a escravidão, mas também o serviço militar obrigatório, as associações forçadas entre indivíduos (como as quotas), e a distribuição de renda compulsória.
10. O governo deve obedecer às mesmas leis que ele espera que os cidadãos obedeçam. Logo, ele jamais deve utilizar a força para moldar comportamentos, para manipular interações sociais, para gerenciar a economia ou para dizer a outros governos como devem se comportar.
Ronald Ernest Paul (Pittsburgh, 20 de agosto de 1935) é médico e político estadunidense membro da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos da América. No Congresso, adere aos princípios libertários e conservadores, baseando suas posições políticas, freqüentemente, no constitucionalismo e direitos dos estados.
Segundo Wikipédia, nunca votou a favor do aumento de impostos nem do aumento do salário de congressistas, recusando-se a participar do sistema de pensão do Congresso. Ele ganhou o apelido de "Dr. No" (Dr. Não) por sempre votar contra propostas que ele considera estarem em violação da Constituição dos Estados Unidos da América.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

É sempre assim

arquivo pessoal
Depois de uma fase intensa, sempre vem a calmaria.
É sempre assim.
O ciclo é sempre o mesmo.
O que muda, são as circunstâncias que vc vê aquilo naquele momento.
Como que nada é exatamente o que quer dizer.
Ver qualidades, ver defeitos.
Melhorá-los, piorá-los, ignorá-los, aceitá-los.
Utilizar o bom-senso.
Tudo depende meio que do seu ponto-de-vista-sensitivo, observar o meio e o fora.
Ser observador, gerar o mecanismo observador.
Depois te tanto observar, ir chegando a extremos.
Ou pelo menos, imaginá-los, querê-los, desejá-los.
Observar a evolução que seu observador vê passar.
Ser cada tempo observado, melhor, mais claro, mais objetivo.
Nascer, crescer, amadurecer; não são apenas coisas cronológicas.
Ser verdadeiro e cruel com o relatório observado.
Ser sua essência.
Ser você.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cartas de amor

Hoje de manhã, ouvindo o primeiro DVD de "O Teatro Mágico" ouvi uma citação que me instigou (e eu adoro  me sentir instigada). Na introdução de uma música, Fernando Anitelli (líder da trupe) citou: "Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas", lembrando ser de Ferndando Pessoa.
Resolvi pesquisar no meu amigo google e descobri que o poema (ou seria poesia?) é ainda mais instigante. Inclusive observei que em alguns momentos de sua obra, assinava como Álvaro de Campos (como nesse poema ou poesia - não sei), utilizando de um heterônimo - personagem fictícia, criada por escritores (como o caso de Fernando Pessoa), cujo objetivo é tentar compreender e propagar diferentes maneiras de ver a realidade exterior/interior, tentando manter distância da visão da realidade ortônima. Agora, à leitura. Instiguem-se:


Todas as cartas de amor...

 
Todas as cartas de amor são

Ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como as outras,

Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser

Ridículas.

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor

É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia

Sem dar por isso

Cartas de amor

Ridículas.

A verdade é que hoje

As minhas memórias

Dessas cartas de amor

É que são

Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,

Como os sentimentos esdrúxulos,

São naturalmente

Ridículas.)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sons do Cerrado

Sábado último (26/02), aqui em Uberaba, aconteceu algo que há nove meses eu esperava. Não, não foi um parto, mas a apresentação da Banda Suéteres que desde maio no Forró da Lua Cheia eu anciava em presenciar novamente. Sabe um som bom? É esse ai. Com certeza! A mistura de poesia e guitarra fervente, com batida e musicalidade impar, dão ao Suéteres, na minha humilde definição, a categoria de banda mais legal da conta!

Pena o show ter dado alguns gatos pingados e de terem que esperar tanto pra mostrar do quanto são capazes. Ainda mais quando o que mais se quer é pegar o controle invisível e passar pra frente. Legal mesmo, teria sido como sempre disse: abertura de Acidogroove (Toddy Revelação em 2007 e cada dia manda melhor. Não perde sua majestade majestosa. Sempre tá mostrando que merece todas as premiações e reconhecimentos.  Resumindo: simples e eficaz! E nem é porque sou amiga do Fredim, é só digitar no google que o Acido tá lá! E ainda na minha humilde e modesta categoria enquadra-se em Banda Melhor Que Tá Tendo) e Suéteres logo após... logo após. Ai seria sim o máximo em forma de música boa na zebulândia. Zebulância essa necessitada disso.

Suéteres é uma banda de Pirassununga, SP, e pelo jeito começaram a tocar depois de dividirem moradia, uma casa numa tal Rua Caetés, nome esse dado ao primeiro álbum. Por sinal, com desculpa da palavra, do baralho! O álbum pode ser baixado gratuitamente pelo site: http://www.sueteres.com.br/. Engraçado que as músicas são um misto de vontade de dançar, cantar alto, de se emocionar, de parar pra pensar... sabe quando mexe o coração e as pernas ao mesmo tempo?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Revolução na Educação

Educação, educação, educação... tanto se fala, mas quase nada é visto (pra não dizer nada e ficar parecendo um discurso político). No dicionário: 'É o princípio comunicativo, utilizado pelas sociedades, para desenvolver no indivíduo a consciência de suas potencialidades, a partir da interpretação dos sinais gráficos até a construção dos conhecimentos que favoreçam o desenvolvimento de um raciocínio comportamental e disciplinar, na sua individualidade, diante do grupo social e no meio ambiente em que vive'. Mas se pararmos pra perceber de verdade, a gente pode tanto fazer todo esse vão de novas idéias e participações ser visto. A gente que se gaba tanto de ser e de fazer e acontecer, pode fazer tanta coisa... pode participar do mundo de verdade.
E por falar em política, Cristovão Buarque (economista, professor, hoje senador), tem como proposta para um estado melhor, uma Revolução na Educação. Um revolução onde a cultura e a educação devem andar juntas, lado a lado, parceiras. Ai, eu, que acredito e dou fé, li um texto e quero compartilhar:
“Cerca de R$ 7 bilhões por ano, além dos gastos atuais, é o que é preciso para o Brasil iniciar sua revolução na educação. Com menos do que esse valor, não haverá o salto, apenas um avanço, como aqueles que vieram no passado – merenda, transporte, livros didáticos, Fundef, e agora Fundeb e PDE. Mais do que esse valor, o sistema não é capaz de absorver imediatamente. Nossa inanição não permitirá gastos maiores. Seriam desperdiçados. Não seremos capazes de absorver, de repente, equipamentos para toda a rede; nem de formar todos os professores. O máximo que podemos absorver é algo em torno de R$ 7 bilhões anuais, além do que é gasto atualmente, até chegar a R$ 20 bilhões anuais dentro de quatro anos. Como comparação, R$ 7 bilhões equivalem a apenas 0,3% da renda nacional, 1% da renda do setor público, pouco menos de um quarto do lucro de uma única estatal em 2006 – a Petrobrás.
Todos perguntam de onde virá o dinheiro para aumentar o gasto atual de cerca R$ 1.100 anuais por aluno na educação de base, dos quais apenas cerca de R$ 150 anuais saem do Governo Federal. Mas ninguém pergunta de onde vem o dinheiro que financia a educação de 7.346.230 alunos em escolas privadas, graças em parte à dedução no Imposto de Renda de até R$ 2.480,66 para cada um. Ninguém pergunta de onde saem os R$ 4.400 mensais (R$ 52.800 anuais) gastos com cada jovem infrator preso. Ninguém pergunta de onde vem o dinheiro para projetos de infra-estrutura, ou para compensar a redução de impostos, ou para investir no Ensino Superior ou Técnico, mas todos querem saber quanto custa e de onde vem o dinheiro para construir uma única escola. Ninguém tampouco se pergunta quanto custa não fazer a escola, o custo da omissão. Não fazer uma revolução na educação já está custando a alma do Brasil, perdida eticamente por causa do muro da desigualdade, e perdida econômica e cientificamente por causa do muro do atraso.
Se compararmos o Brasil e a Coréia do Sul, esse custo de não fazer aparece de forma drástica. No começo dos anos 1960, a Coréia do Sul tinha renda anual per capita da ordem de US$ 900. O Brasil tinha o dobro, então US$ 1.800. A Coréia fez sua revolução educacional a partir da educação de base, tomou outras medidas, e tem hoje uma renda per capita que é o dobro da nossa. Tudo repetido aqui, se tivéssemos feito o mesmo, nosso PIB seria agora de ao redor de R$ 6 trilhões, em vez de R$ 2 trilhões. Adiar essa revolução terá um custo destruidor do nosso futuro, não apenas pela perda financeira, mas por todo atraso, desigualdade, degradação, dependência.
As propostas apresentadas seriam não apenas um Plano de Desenvolvimento da Educação, mas uma Revolução da Educação. A tragédia educacional atual ainda é uma herança que recebemos, mas no final de nossos mandatos será uma herança que teremos deixado. O presidente Mandela ficou na história do seu país porque foi o primeiro presidente de um novo ciclo, fazendo uma revolução para que brancos e negros pudessem caminhar nas mesmas calçadas nas cidades da África do Sul. Nós temos um único caminho a seguir, se quisermos ser os líderes de um novo ciclo no Brasil: fazer com que em nosso país as crianças pobres e ricas estudem em escolas com a mesma qualidade. Se fizermos isso, o mais acontecerá. Porque se um pai de família pode dizer que educando seu filho, o mais ele fará, um estadista pode dizer que educando seu povo, o mais ele fará.
A única revolução possível e lógica no mundo de hoje é por meio da educação. Em vez de estatizar capital, financeiro ou físico, disseminar o capital conhecimento; usar lápis em vez de fuzis, professores, em vez de guerrilheiros; e no lugar de trincheiras e barricadas, escolas.
Uma revolução só se faz com uma forte vontade política, e esta só se faz com uma concepção ideológica por trás. A revolução educacional vai exigir o educacionismo: a visão de que o progresso econômico depende do capital-conhecimento e de que a utopia social decorre da igualdade de oportunidade. A educação como vetor da transformação, e não apenas como serviço social adicional. Depois do fracasso das ideologias prisioneiras da economia – capitalismo, desenvolvimentismo, socialismo –, o mundo exige uma nova concepção, sintonizada com as tendências atuais. A realidade mostra que o capital do futuro está no conhecimento; e que a desigualdade social se origina da desigualdade no acesso à educação. Só um país com igualdade na qualidade da educação, entre classes e regiões, com todos concluindo o Ensino Médio com a máxima qualidade, vai permitir o salto em direção ao avanço civilizatório.
Por isso, uma condição necessária para a revolução pela educação é o surgimento e o crescimento de um movimento educacionista no Brasil. Nos moldes do movimento abolicionista do século XIX. Um “partido-causa” com defensores em todos os “partidos-sigla” na defesa da revolução pela educação. O educacionista é, no século XXI, aquilo que foram os abolicionistas no século XIX. A primeira ação de um educacionista é convencer o povo brasileiro da importância e necessidade do educacionismo: conscientizar os pobres de que têm direito a uma escola igual à dos ricos, e convencer os ricos de que não haverá boa educação nem futuro nacional enquanto ela ficar restrita aos seus filhos.
Apesar do direito à dúvida, por causa da maneira pela qual a educação de base vem sendo relegada ao longo dos anos, não temos direito de perder a esperança. Este é um documento para quem sofre com a perda de terreno do Brasil em relação ao resto do mundo, por causa do muro do atraso, e sofre com a divisão do País internamente, por causa do muro da desigualdade; para quem sabe que o único caminho para derrubar os dois muros é uma revolução na educação, e sente que isso é possível, que o Brasil sabe como fazer, e tem os recursos necessários, mas estamos adiando há décadas, desde o início de nossa República, passando por todos os 40 presidentes que antecederam o Presidente Lula.”

Se hoje o Governo Brasileiro começasse a implantar uma Revolução na Educação, colheríamos frutos positivos em 20 anos. Ai sim, e só assim, seria capaz viver num país menos violento, com menores níveis de criminalidade, onde a corrupção seria menos comentada nas manchetes de jornais. E porque não dizer, onde a vergonha na cara fosse uma coisinha que encomodasse, pelo menos fazendo uma cosquinha.
Cada um pode fazer um pouquinho. Cada um, dentro de cada fatia sua dentro da comunidade que vive, pode auxiliar essa que é a mais importante coisa da vida. Como já diziam os antigos: 'é a única coisa que niguém lhe toma'. Chame um amigo, um visinho, um conhecido, os filhos deles, e convide para ir a um show que vale a pena de verdade pra alma, pega na mão deles e leve pra ver um teatrinho de bairro, um sarau, mostras de arte na praça... empresta um livro pra ele. Fazer parte, sabe? Fácil não é não. Mas é preciso e importante fazer parte do futuro.

domingo, 24 de outubro de 2010

BASTA!

Fazer faculdade de novo, proporciona umas coisas bem mais legais. Não estou falando simplesmente da sucção de aprendizado. Estou falando de interações que nos sensibiliza. Quarta última, durante uma apresentação sobre violência para a disciplina 'Questões Sociais e Realidade Local e Regional', o grupo entregou aos alunos um texto com o título "BASTA". O texto de Betto Barquinn, ator e escritor, fala tudo aquilo que está preso em nossas gargantas. É um arroto onde acredito eu, tudo e todos de nós tem identificação. Fica mais legal se for lendo junto à música. Ótima leitura!
"Eles escravizaram índios e negros. E não falei nada... Eu não tinha nascido. Aí eles tomaram suas terras, exterminaram culturas e civilizações, provocaram o genocídio e o etnocídio dizimador dos grupos indígenas, condenaram os negros ao preconceito de cor, à segregação racial, ao apartheid sócio-econômico da favela-quilombo-senzala. Disseram-me que no Brasil não existe racismo. Percebi que uma pessoa preconceituosa não tem idéia do horror e da humilhação, que é ser descriminado pela cor da pele. E não falei nada... Eu não era negro. Eles quiseram calar os intelectuais com a Ditadura. E não falei nada... Eu não era Pensador. Eles transformaram o país numa piada internacional. E não falei nada... Eu não achei engraçado. Eles tratavam suas empregadas domésticas como se elas fossem lixo. E não falei nada... Eu não era domesticado. Eles fingiram não ver os morros crescendo sem a menor estrutura humanitária. E nem o ódio nascendo no barraco ao lado. Fizeram a mídia do cartão-postal para gringos. E esqueceram de cuidar de seus habitantes, proporcionando-lhes saúde, habitação, saneamento básico, educação, auto-estima, cultura, esporte, trabalho, dignidade, segurança, comida... Achavam lindo ver garotos subnutridos fazendo malabarismo no sinal fechado. Dotados de fisiologismo de tribuna, aplaudiam. Afinal, nunca se sabe qual deles vai parar na geladeira do IML, engrossando as estatísticas e superlotando o freezer dos indigentes. Em troca de votos, praticavam a caridade que dá miséria - aos miseráveis. Quando a desordem social virou guerra civil, eles se trancaram em seus castelos blindados, e mandaram os filhos para a segurança de um paraíso fiscal. E eu que achava que não tinha nada haver com isso, não falei nada. Agora, a violência espedaçou-me profundamente, levando numa bala perdida, a liberdade de poder caminhar com minhas próprias pernas. BASTA! Não vou mais ficar calado! No segundo que alguém é vítima da violência – a humanidade primeiro fica órfã. Não adianta chorar pelo sangue derramado. Temos que agir. Uma pessoa armada é uma arma! Desarme-se! A vollência é um fenômeno passageiro. A paz é eterna! Eu não sou objeto. Sou sujeito! Moro no Rio de Janeiro, sou carioca, cidadão brasileiro, e vou viver pela PAZ.
BASTA! Minha faixa diz: BASTA! Meu coração diz: BASTA! Minha paz diz: BASTA! Não vou me "despacificar". O meu amor por ti me basta! A tua alma em mim se encaixa. BASTA! de violência. Basta! de incoerência. Basta! de preconceito. Basta! de tortura. Basta! de impunidade. BASTA acreditar para o milagre acontecer. BASTA se amar para ter a paz em você. BASTA olhar o outro para a si mesmo enxergar. E se isso tudo não lhe basta, antes mesmo de querer mudar o mundo, mude o seu interior! Mergulhar em si mesmo já basta, para descobrir que o melhor lugar do mundo está dentro de você. Então o teu amor por mim me basta, a minha alma em ti se encaixa. BASTA!
Eu sou DA PAZ, eu sou DO BEM, sou tudo aquilo que o amor contêm. Você é DA PAZ, você é DO BEM, você é DO AMOR, e de mim também. BASTA! de liberdade vigiada, de cidade sitiada, de palavrão moral e cívico. BASTA! de miséria nas calçadas, de desordem e regresso, de multidão desempregada, enterrando-se no progresso. BASTA! de censura sublinhada, de egoísmo indigitado, de atropelo e engano, de humano desumano; assassinando o ser humano. BASTA! de tolerância maquiada, de inclusão desocializada, de política antropofágica. BASTA! de pessoas gananciosas, vingativas, bélicas, frias e calculistas. BASTA! de Brasil sem brasileiros, de analfabetos sem história, de crianças saciando a fome cheirando cola. BASTA! de adultos sustentando o crime, armados com drogas, e de balas perdidas encontrando seus alvos, na porta das escolas. BASTA! Se você concorda comigo: R.S.V.P! Se você quer paz: R.S.V.P! Se você quer um país aonde possa ser feliz: R.S.V.P.! Se você está cansado de ser desrespeitado:
Répondre s'il vous plait!
BASTA não esquecer a dor de Luciana Gonçalves de Novaes, baleada na cantina da Universidade Estácio de Sá no Rio Comprido. Basta não esquecer a dor de Gabriela Prado Maio Ribeiro no Rio de Janeiro. Basta não esquecer a dor de Alana Ezequiel em Vila Isabel. Basta não esquecer a dor de Vanessa Calixto dos Santos na Cidade de Deus. Basta não esquecer a dor de Vladimir Novaes de Araújo em Bonsucesso. Basta não esquecer a dor da doméstica Sirley Dias, covardemente espancada e roubada por jovens de classe media alta na Barra da Tijuca. Ou, a dor do índio Galdino incendeado em Brasília. Ou, a dor do turista italiano, Giorgio Morasse, atropelado e morto por um ônibus, após reagir a um assalto no calçadão de Ipanema. Ou, a dor da professora Vitória Marques, morta com um tiro na cabeça e outro na barriga, após tentativa de assalto em Botafogo. Ou, a dor do menino Hugo Ronca Cavalcante de 12 anos, atingido por uma bala perdida na cabeça dentro do Clube Federal no Alto Leblon, morto após sete dias em estado de coma. Ou, a dor do flamenguista Germano Soares de Souza, 43 anos, agredido numa briga de torcedores no centro do Rio. Ou, a dor dos travestis Maycon Teixeira Karam Mendes, de 20 anos, e Alex Eduardo Silva, 38 anos, assassinados em Jacarépagua, zona oeste do Rio. Ou, a dor da menina Ágata Marques dos Santos, 11 anos, morta após ser atingida por uma bala, durante operação policial na Rocinha. Ou, a dor de Lucas Maiorano, 17 anos, morto por overdose de ecstasy numa rave em Itaboraí. Ou, a dor de Isabella Nardoni, 5 anos, assassinada em São Paulo num crime hediondo, torpe, cruel e sem chance de defesa, que enlutou à família brasileira. Ou, a dor dos milhares de homossexuais assassinados, simplesmente, por serem homossexuais. Ou, a dor das mulheres que apanham de seus maridos. Ou, a dor dos filhos que apanham de seus pais. Ou, a dor dos pais que apanham de seus filhos. Ou, a dor da vítima mais recente de hoje, cujo crime o Jornal Nacional acaba de anunciar, e que infelismente, não foi o último. Ou, ainda, a dor de todos os outros... pobres, ricos, negros, brancos, fiéis e ateus, que perdem todos os dias pelas raias do progetil, os afetos seus, na bala perdida do fuzil.
BASTA conjugar o verbo amar em todas as pessoas e em todos os tempos verbais. BASTA não ser invejoso. BASTA não ser mau agradecido. BASTA dizer: Por favor. Basta dizer: obrigado. BASTA fazer de si e do outro um ser humano melhor. BASTA saber que se você trata bem alguém, esse alguém te dá o melhor que ele tem. BASTA promover à inclusão digital. BASTA entender que a democracia é tão essencial quanto o ar que se respira. BASTA ser otimista. BASTA não ser avarento. Porque tem gente que é tão pobre, mas tão pobre, que só tem dinheiro. Basta de aquecimento global. Basta respeitar o protocolo de Quioto. BASTA acabar com a fome e a miséria. BASTA proporcionar educação de qualidade para todos. BASTA reduzir a mortalidade infantil. BASTA dialogar. BASTA que o horário eleitoral gratuito seja pago. BASTA apoiar a Lei Rouanet. Basta não ser um número de série. Um ordinário. Um sem referencial. Um sem alma. Um robô ôco de carne e osso. Um objeto-abjeto. BASTA ao ministério da cultura entender, que não só de cesta básica que se vive o homem. Mas de circo, teatro, MPB, literatura, artes plásticas, balé, cinema, ópera e acarajé!
BASTA! Por você, por mim, pela natureza, pela vida, por eles, por nós... Eu digo BASTA! Eu digo BASTA! BASTA!"

sábado, 25 de setembro de 2010

Dia do Campo Limpo: preservação do meio ambiente rural

 Em todo o país, profissionais ligados ao meio ambiente juntaram suas idéias e informações para levar conhecimento ao homem do campo. No dia 18 de agosto, Dia Nacional do Campo Limpo, foram discutidas e apresentadas as alternativas de combate no descarte das embalagens de defensivos agrícolas.
Em comemoração ao dia, a Syngenta representada pela engenheira agrônoma Jacqqueline Teixeira com o apoio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Tapira, do Degraf (Instituto Academia de Desenvolvimento Social) e da Agrocerrado, esteve na Comunidade Alto da Serra em Tapira, para ministrar palestra sobre o uso correto e seguro de defensivos agrícolas e descarte de utensílios.
Moradores de propriedades rurais daquela região foram convidados através do líder da comunidade, a participarem da palestra que informava a necessidade do descarte das embalagens vazias, de acordo com a legislação. O não cumprimento penaliza o produtor à pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, de acordo com a Lei nº 7.802/1989, alteração nº 9.974/2000 e decreto nº 4.074/2002.
De acordo com a lei, as embalagens devem passar pela tríplice lavagem com água, e devolvidas nos locais licenciados e indicados na nota fiscal, em até 1 ano da data de compra. Os comprovantes de devolução devem ser guardados afim de serem apresentados à fiscalização.
Durante a palestra ainda foi frisado a necessidade do uso das EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), onde apenas 7% dos produtores brasileiros utilizam dessa ferramenta para se auto-protegerem durante a aplicação de agrotóxicos. Ou seja, 93% desses homens e mulheres estão se intoxicando diariamente podendo desenvolver doenças como o câncer.

Para a palestrante Jacqueline Teixeira, ainda há muitos produtores que utilizam dessas embalagens nocivas à saúde para o armazenamento de alimentos. “Se cada um fizer a sua parte, desenvolvendo a sustentabilidade, o meio ambiente e as crianças terão muito mais segurança e vida saudável no futuro.”
No final da apresentação abriu-se momento para debate. O líder comunitário Sr. Hélio Renê Borges, disse que a ação foi muito importante para que a comunidade em geral pudesse ter acesso à informações onde muitas vezes não têm oportunidade de participarem devido ao dia a dia na lida da roça, acreditando ainda que outras palestras devem ser feitas.
Para o produtor rural Sr. Natal Ribeiro Carvalho, valeu muito a pena, pois acredita que muitas vezes desenvolvem esses procedimentos de forma errada devido a falta de orientação, agradecendo entusiasmado a engenheira agrônoma.
O evento terminou com moradores e produtores em confraternização, muita prosa, queijo mineiro, pipoca e café, além da famosa cachaça para degustação na noite fria da Comunidade Alto da Serra.

O Dia Nacional do Campo Limpo é uma iniciativa do Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) e de associados – fabricantes e comerciantes de defensivos agrícolas e entidades representativas do setor. Nesse dia 18 de agosto foi comemorado a sexta edição do evento.