quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sem Sonhos

Folheando uma revista aqui de bobeira, dei de cara com essa foto. Dei de cara mesmo, do ponto de vista de que fiquei impressionada com ela. Passsando o olho pelo texto, descobri que essa foto, titulada como "Sem Sonhos" e do fotógrafo brasileiro Ivaldo Cavalcante, participou da 13ª edição do premio internacional "A photo for peace - a photo for tolerance" e classificada em 5º lugar. 
A premiação, realizada pelo Centro di Ricerca e Archiviazone della Fotografia (CRAF) na Itália, tem apoio do Centro de Informações das Nações Unidas para a Europa Ocidental, ainda premiou mais duas fotos do autor: "Anjos do picadeiro" e "Menor Preso", que ficaram entre as 50 melhores.


Ao lado a foto ganhadora do 13º Uma Foto pela Paz - Uma foto pela Tolerância. Esse ano, a OSCE lançou um concurso de fotografia para destacar a tolerância e a não discriminação - prioridades da presidência da OSCE do Cazaquistão em 2010, onde os vencedores receberão um round-trip para Astana em junho. As inscrições encerraram 10 de maio.

terça-feira, 16 de março de 2010

O Ipê Amarelo

Vou contar aqui o caso do Ipê Amarelo de Rondônia. É o caso do Ipê que foi cortado para servir como poste de luz, mas que renasceu. Tem um autor desconhecido que conta essa história melhor, que se chama "Da energia se fez a vida":

“Na guerra pelo progresso, o homem não mede esforços e as conseqüências dos seus atos. O importante é avançar. Numa batalha desigual, destrói insanamente os recursos naturais, essenciais à sobrevivência. A resposta da natureza pode até demorar, mas não falha. Às vezes, é imediata, intrigante ou mesmo desafiadora. Só precisamos interpretá-la.
Num ato silencioso e inusitado, ela respondeu aos afiados machados e às violentas motosserras, maiores formas do desrespeito destruidor. Insistiu e exigiu seu espaço para expor a beleza de suas flores e a generosa sombra de sua copada, numa grande demonstração de energia e desejo de viver.
Derrubado e transformado em poste para suporte dos fios da rede elétrica, o Ipê amarelo não se entregou. Com uma reação estupenda, recuperou sua pompa e reinado de árvore símbolo nacional. Rebelou-se à condenação injusta, criou suas raízes no solo e voltou a reinar absoluto, esbanjando alegria e beleza com sua identidade marcante. Reconsiderando o seu ato, o homem decidiu transferir a rede elétrica a um poste de concreto instalado ao lado. Agora o Ipê reina livre dos fios.
Este Ipê que pode ser honrado com “I” maiúsculo, é uma atração pública em Porto Velho, capital de Rondônia, distante 3.500 quilômetros de Porto Alegre.
Doce privilégio dos moradores do bairro, a exemplo do fotógrafo amador Leandro Barcellos, gaúcho de Passo Fundo que reside em Porto Velho nos cede a imagem para saboreio dos eletricitários gaúchos.
Com forte herança dos povos latinos, durante algumas décadas, Rondônia exerceu forte poder de atração sobre sulistas e nordestinos para exploração mineral, extrativismo e agricultura, desenvolvendo uma nova cultura miscigenada.“

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Avatar

Quarta-feira dia de cinema lotado!!! Ainda mais nas férias... 50% de desconto + carteira de estudante... é muito adolescente por metro quadrado. Não que eu tenha alguma coisa contra os adolescentes. Pelo contrário. Adoro sua vontade de descobrir o novo, de desbravar os conceitos pré-estabelecidos, e acima de tudo, a rebeldia. Mas defenitivamente, odeio sua falta de bom-senso. Cinema é lugar de: ver filme! Mas tudo é questão de tempo.
Começo contando assim por que eu quis ver Avatar desde que Gabi me disse: "É a sua cara!" Na verdade quis ver exatamente e somente por isso. Tenho um pouco de preguiça de filmes que eu poderia rotular aqui como pop's. Mas percebi que ela dizia uma coisa real. A curiosidade era muito grande. Mas as férias e a opção de ser dublado me impedia de ver. Imaginando que fevereiro era mês de aula já, fui ver o filme (depois de ter vencido o Globo de Ouro como melhor filme e melhor diretor e ser indicado ao Oscar nessas mesmas categorias).
A princípio fiquei um pouco desnorteada por causa da dublagem. Não que seja mal feita, mas é que eu tenho uma dificuldade de assimilar, mas, não posso deixar de comentar que o áudio é baixo. Fui sendo devagar levada a participar do filme. Não somente pela perfeição de cenas, de design gráfico, de luz, e de fotografia que é linda demais. Além da historinha de amor que faz parte... Mas sobretudo pelo roteiro.
Pandora, um planeta onde há metais e ecossistemas que não existem na Terra no ano de 2154. Tudo é quase que endeusado por botânicos ou geneticistas, já que apesar de não serem ilustrados, a impressão que se tem é que na Terra tudo teria sido destruído e existe a necessidade ($$$) de explorar Pandora para conseguir fontes de energia já agora inexistentes para um mundo do futuro. A integração do povo de Pandora com o povo da Terra é muito interessante. O "mundo virtual" de Pandora se encaixa tão perfeitamente no "mundo real" da Terra que com o rodar do filme, vira tudo a mesma coisa. Para os Na´Vi, a raça inteligente do lugar, a energia da natureza e a religião são únicas e fazem parte de todos. Os Na´vi são ligados de toda forma à divindade que cria a natureza. Vida e morte são sentidas por todos. São equilíbrios. Lembra algumas vezes as grandes sociedades extintas da Terra.
Até então, O Labirinto do Fauno era o filme que mais havia me emocionado. Minha mãe diria "conversa de doido", mas acredito sim num mundo paralelo onde acontecem coisas que não conseguimos ver, mas sentir plenamente. Penso que dentro da natureza há sim guardiões, gnomos, duendes, fadas, ou o que cada um quiser chamar. Há energias que cuidam e protegem e ainda, cobram pelo bem-estar do ambiente. Bom enfim, isso é uma coisa a parte. O que vale dizer é que o filme arrasa mesmo em tecnologia, mas tem uma riqueza de roteiro que envolve a cada cena. O fato de levar o público a pensar na Terra daqui a alguns anos e a importância da natureza para nós, e de extrema valia. Muito se fala em preservação de meio-ambiente, mas para muitos, ver isso, sentir como no caso de Avatar, aciona mais o sentidos. É interessante como a mídia, mesmo ás vezes sem querer, pode influenciar as pessoas. Antes assim.
E por falar nesse grande público que foi assistir Avatar na telona, os dados impressionam: o filme de James Cameron (Titanic) arrecadou somente em um fim de semana US$ 23,6 milhões, totalizando até o momento US$ 630 milhões nos Estados Unidos. No mundo todo, o filme já acumulou US$ 2,2 bilhões. Aqui em Terras Tupiniquins, a Fox do Brasil, apresentou o número de público e o valor de venda de ingressos até o momento. Avatar, desde o seu lançamento em dezembro de 2009, faturou no Brasil a bagatela de R$ 81 milhões e um público de 7.507.747 pessoas (dados de 09 de fevereiro). Os recordes do mundo inteiro batem o longa Titanic, do mesmo diretor, mas todavia não bate as indicações (Avatar 9 X Titanic 14). Invicto há sete semanas no ringue de líder de bilheteria. Foram quase uma década sendo criado e mais de 400 milhões de dólares consumidos entre orçamento de produção, pesquisa e desenvolvimento de tecnologia e marketing.
Avatar quer dizer: "uma manifestação corporal de um ser imortal". Segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma encarnação de Vishna, reverenciado como divindade para os hinduístas. Posso até estar dizendo alguma bobagem para muitos religiosos. Jesus Cristo teria sido um Avatar. Aquele que vem para salvar. Mas é no Hinduísmo que a palavra tem maior significado.

"Avatar vem do sânscrito Aval, que significa "Aquele que descende de Deus", ou simplesmente "Encarnação". Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra. A melhor definição vem de um antigo escrito indiano, Vedas: "Avatara, ou a encarnação da Divindade, descende do reinado de Deus pela criação e manutenção da manifestação em um corpo material. E essa forma singular da Personalidade da Divindade que então se apresenta é chamada de encarnação ou Avatara. Tais Personalidades estão situadas no mundo espiritual, o reinado de Deus. Quando Eles transcendem para a criação material, Eles assumem então o nome Avatara. - Chantajar-caritativa 2.20.263 - 264.
Um acatar é uma forma encarnada de um Ser Supremo, e tais incontáveis formas divinas residem em um plano espiritual. Quando essa forma despersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, Ele - ou Ela - é conhecido então como a encarnação ou Acatara.
Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos matérias de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, Seu corpo e Sua alma transcendem a matéria e embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a Sua essência espiritual.
Essa palavra Avatar se tornou popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua "personalização" no interior das máquinas e telas de computador.
Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez em um jogo de computador.
Avatar sempre morreu. Mas a primeira concepção de Avatar vem primariamente dos textos Hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar - ou encarnação - de Vishnu, a quem muitos Hindus adoravam como um Deus."

Resumindo: sejamos como os Na´vi. Adoremos a Terra e tudo que há nela. Nossas divindades, o próximo e sobretudo e que somos.

domingo, 8 de novembro de 2009

As 100 melhores músicas brasileiras


A 37ª edição da revista brasileira Rolling Stone (diga-se de passagem, uma ótima revista), traz em sua matéria de capa uma lista com as 100 maiores músicas brasileiras. Para compor o material, foram convidadas 60 pessoas entre jornalistas, estudiosos e produtores que opinaram seus 20 discos prediletos de música brasileira, sem ordem de preferência. Desta votação saiu uma lista com 100 álbuns essenciais do cenário musical brasileiro.
Depois de lançado, a lista não tem vivido só de elogios já que afirmam os críticos de plantão não existirem relações de músicas, como do começo do século XX. Eu particularmente adorei! Segue a relação:

1. Construção (Chico Buarque)
2. Águas de Março (Elis Regina e Tom Jobim)
3. Carinhoso (Pixinguinha)
4. Asa Branca (Luiz Gonzaga)
5. Mas Que Nada (Jorge Ben)
6. Chega de Saudade (João Gilberto)
7. Panis et Circenses (Os Mutantes)
8. Detalhes (Roberto Carlos)
9. Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes)
10. Alegria, Alegria (Caetano Veloso)
11. Domingo no Parque (Gilberto Gil e Os Mutantes)
12. Aquarela do Brasil (Francisco Alves)
13. As Rosas Não Falam (Cartola)
14. Desafinado (João Gilberto)
15. Trem das Onze (Demônios da Garoa)
16. Ouro de Tolo (Raul Seixas)
17. O Mundo É um Moinho (Cartola)
18. Sinal Fechado (Chico Buarque)
19. Quero Que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos)
20. Preta Pretinha (Novos Baianos)
21. Tropicália (Caetano Veloso)
22. Da Lama ao Caos (Chico Science & Nação Zumbi)
23. Inútil (Ultraje a Rigor)
24. Eu Sei Que Vou Te Amar (Vinícius de Moraes)
25. País Tropical (Wilson Simonal)
26. Roda Viva (Chico Buarque e MPB4)
27. Garota de Ipanema (Pery Ribeiro)
28. Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Geraldo Vandré)
29. Nanã – Coisa Número 5 (Moacir Santos)
30. Baby (Gal Costa)
31. Travessia (Milton Nascimento)
32. Ovelha Negra (Rita Lee)
33. Pérola Negra (Luiz Melodia)
34. Brasil Pandeiro (Novos Baianos)
35. Trem Azul (Lô Borges)
36. O Bêbado e a Equilibrista (Elis Regina)
37. Primavera (Tim Maia)
38. Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (Sérgio Sampaio)
39. Metamorfose Ambulante (Raul Seixas)
40. Sangue Latino (Secos & Molhados)
41. Manhã de Carnaval (Luis Bonfá)
42. Sampa (Caetano Veloso)
43. Como Nossos Pais (Elis Regina)
44. Azul da Cor do Mar (Tim Maia)
45. Carcará (Maria Bethânia)
46. Ponteio (Edu Lobo e Marília Medalha)
47. Me Chama (Lobão e os Ronaldos)
48. Maracatu Atômico (Chico Science & Nação Zumbi)
49. Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben)
50. Ando Meio Desligado (Os Mutantes)
51. Disparada (Jair Rodrigues)
52. Diário de um Detento (Racionais MC’s)
53. Brasileirinho (Waldir Azevedo)
54. Sabiá (Cynara e Cybele)
55. Balada do Louco (Os Mutantes)
56. A Lua e Eu (Cassiano)
57. Conversa de Botequim (Noel Rosa)
58. Apesar de Você (Chico Buarque)
59. Minha Namorada (Carlos Lyra)
60. Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Hyldon)
61. Chão de Estrelas (Silvio Caldas)
62. Luar do Sertão (Luiz Gonzaga)
63. Alagados (Paralamas do Sucesso)
64. As Curvas da Estrada de Santos (Roberto Carlos)
65. BR-3 (Toni Tornado)
66. Clube na Esquina nº2 (Milton Nascimento)
67. A Banda (Nara Leão)
68. Comida (Titãs)
69. Rosa de Hiroshima (Secos & Molhados)
70. Ronda (Inezita Barroso)
71. Como Uma Onda (Lulu Santos)
72. Gita (Raul Seixas)
73. Wave (Tom Jobim)
74. Sentado à Beira do Caminho (Erasmo Carlos)
75. Foi um Rio Que Passou em Minha Vida (Paulinho da Viola)
76. Samba de Verão (Marcos Valle)
77. Insensatez (Tom Jobim)
78. Cálice (Chico Buarque e Milton Nascimento)
79. Maria Fumaça (Banda Black Rio)
80. Vapor Barato (Gal Costa)
81. Que País É Este? (Legião Urbana)
82. Sossego (Tim Maia)
83. Ideologia (Cazuza)
84. Rosa (Orlando Silva)
85. O Barquinho (Maysa)
86. Nervos de Aço (Paulinho da Viola)
87. Meu Mundo e Nada Mais (Guilherme Arantes)
88. Sá Marina (Wilson Simonal)
89. A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho)
90. 2001 (Os Mutantes)
91. Felicidade (Caetano Veloso)
92. Tico Tico no Fubá (Ademilde Fonseca)
93. Casa no Campo (Elis Regina)
94. O Mar (Dorival Caymmi)
95. Último Desejo (Aracy de Almeida)
96. Disritmia (Martinho da Vila)
97. Você Não Soube Me Amar (Blitz)
98. A Noite do Meu Bem (Dolores Duran)
99. Rua Augusta (Ronnie Cord)
100. Anna Júlia (Los Hermanos)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sabiá


Há cerca de vinte dias, no anexo da Câmara Municipal de Araxá - onde trabalho como Assessora de Comunicação, uma visitante um tanto diferente tem feito visitas constantes. Visitas cheias de canto e poesia. Mais do que isso, fez de uma das pilasses, refúgio para que pudesse botar seus ovos, aproveitando de um ninho já construído. Trata-se de um autêntico Sabiá Laranjeira.
Na tarde de 21 de outubro, após a Reunião Ordinária, enquanto que na Assessoria de Comunicação eram feitos releases, clippings, download de fotos e arquivos, aprovações de artes, além de telefonemas (tudo pra ontem), um barulho estranho, porém doce e chamativo, foi ouvido. A “hóspede” estava toda eufórica alimentando os filhotes que por certo nasceram a pouco. Seus piados de mãe carinhosa chamou a atenção dos funcionários. Alguns dizem que há mais ou menos quatro anos ela faz daquele local, berçário para ter seus filhotes. Enquanto era observada a cena, o pai Sabiá aparece com mais comida. Rapidamente a mãe saiu atrás de alimento. Ou seria vice-e-versa?
Em tempos onde se houve falar em extinção e eleição, a Câmara Municipal de Araxá (e principalmente essa assessora/jornalista, pois o ninho é em frente à sala de comunicação), fica feliz por ser palco de mais uma dádiva da natureza. Receando atormentar a família, preferimos não saber quantos filhotes são.
Eternizado na “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, e em canções como a de Chico Buarque (que com Tom Jobim ganhou o primeiro lugar no 3° Festival Internacional da Canção Popular), o Sabiá é conhecido como a ave-símbolo do Brasil e pode ser encontrada principalmente nos estados litorâneos e da região Centro-Oeste, mas sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro, menos na Floresta Amazônica. Seu canto é uma mistura um tanto triste mas de uma melodia lindíssima, misteriosa que nos faz procurar de onde vem aquela sonoridade típica e ao mesmo tempo diferente dentro da rotina atual.
O sabiá-laranjeira mede cerca de 25 centímetros, tem plumagem parda, com exceção da região do ventre, destacada pela cor vermelho-ferrugem, levemente alaranjada, e bico amarelo-escuro. Machos e fêmeas não apresentam diferenças aparentes e ambos têm a incumbência de construir o ninho.
O número de ovos de cada postura é quase sempre dois, às vezes três. Cada fêmea choca três vezes por ano, podendo tirar até seis filhotes por temporada. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias.
O sabiá, que pode viver entre 25 e 30 anos, migra para regiões mais quentes no inverno, voltando para o ponto de partida sempre que onde há calor.


Canção do Exílio - Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Arraial


A Serra da Canastra é um misto de preservação da natureza e recanto energético de paz, muita paz. Pelo menos pra mim... O arraial de São João Batista tem dentro do parque tudo aquilo que acreditamos não haver mais: gente simples e que de maneira simples, vive sua vida devagarinho, bem minerinho, sabe?

"Enquanto tive diante dos meus olhos a Serra da Canastra, desfrutei de um panorama maravilhoso.
À direita descortinava uma vasta extensão de campinas e à esquerda tinha a serra, do alto da qual jorravam quatro cascatas." Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853) em "Viagem às nascentes do rio São Francisco"

Além de São João, São Roque de Minas e Delfinópolis estão dentro do Parque da Serra da Canastra. Mas é do arraial de São João que podemos avistar duas cachoeiras que surgem como pinturas moldurando os horizontes daquele ambiente bucólico.

Para hospedar-se existem pousadas e alguns moradores locam suas casas. Mas o local mais legal é a Pousada Refúgio da Serra, (34) 3661-5920. Liga lá que o João Paulo sabe tudo de Serra.
Como a pousada não serve refeições o lugar mais bacana (e mais gostoso) para comer, onde você pode jogar sinuca, uma prosa fora e ainda de leva morrer de rir é no Bar do Sô Vicente. Figura raríssima, que só mesmo em São João você vai encontrar. Esqueça tudo o que já viu. É quase em frente à igreja.

É chegando lá pra saber, pra sentir... De repente a vida louca vida da cidade vai se distanciando não somente pelos quilômetros deixados para trás, mas da cabeça, da alma e do coração. Aliás, São João Batista vai viver eterno dentro da alma e do coração daqueles que amam a natureza e tudo que nela existe.

Viva a natureza! Preserve!

Atenção:
O Parque Nacional da Serra da Canastra fecha às terças-feiras. Exceto em feriados prolongados e nas férias (janeiro e julho). O horário de entrada é até as 16h00. Saída até as 18h00. Horários alternativos somente com prévia autorização da chefia do Parque.
O acesso às cidades de São Roque de Minas e Vargem Bonita via Piumhi (MG 050) está asfaltado. Há doi pequenos trechos em obras (pontes).
Em épocas de chuvas, o acesso por terra ao Parque e as cidades podem ser precários.
Mais informações: www.serradacanastra.com.br

terça-feira, 8 de abril de 2008

07 de abril - Dia do Jornalista



Maldição do Jornalista

Conta a lenda que, quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre como ser jornalista, determinou que aquele "saber" ficaria restrito a um grupo muito pequeno e selecionado. Mas neste pequeno grupo, onde todos se achavam "semi-deuses", já havia aquele que iria trair as determinações divinas. Então, aconteceu o pior!!! Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos:

- 1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
- 2º Não verás teu filho crescer.
- 3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
- 4º Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais, terás úlcera.
- 5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o China in Box.
- 6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
- 7º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho.
- 8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.
- 9º Trabalho será teu assunto preferido; talvez o único.
- 10º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito. (Adoro essa parte!)
- 11º Terás sonhos, com clientes, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.
- 12º Exibirás olheiras como troféus de guerra.
- 13º E o pior: inexplicavelmente, gostarás de tudo isso...

Feliz Dia do Jornalista, jornalistas!